sexta-feira, janeiro 05, 2007

I didn't know

...Que tudo que gira à nossa volta tem uma energia, e essa energia gira a nossa volta...o que nos torna também energia, que gira a volta do quê?

da vida...e a vida nao é mais nada do que momento marcantes que nos torna parte dela, obviamente...mas a vida nao pode ser só isto...

a vida é olhar-te pelo recanto do olho
sentir a tua presença sem estares por ca
ver-te atraves do coraçao e sorrir
a vida é chorar porque se tem vontade
ser-se triste mas conseguir sorrir
é ser
é amar sem nos amarem
estranhar o que é rotineiro
arriscar e petiscar os pedaços de ser
a vida é jurar a pes juntos que ainda nao se viveu o suficiente
e continuar a viver
a vida é morrer a cada dia que passa e dizer que se vive ainda mais
a vida não é ser-se imortal mas sim intemporal
inspirarmo-nos nos poetas nos cantores artistas e compositores para entendermos o porque das miserias humanas
ser ser ser...
amar... viver compreender e entender, aprender com os erros e principalmente com o feitos bons...
a vida é sentir...é reagir e interagir


" como me defines emoçao"

emotion- energy plus motion... a energia em movimento...é vida

é o mais basico e o mais dificil, o que nos faz nao pensar so sentir e ser...é a iniciativa da mente...suspirar porque se perdeu um amor...e ter esperacça que ainda existe amor...

é estar carente...e mesmo assim sorrir e dar carinho a quem menos se espera...é ser-se maduro e nao adulto...é ser criança...e nao infantil


é o simples tocar numa folhagem e dizer, que se faz parte dela num universo em conjunto e sonhar....



andre teixeira

segunda-feira, janeiro 01, 2007

sozinho...

amar, a expressao mais forte que alguma vez utilizei para proferir sentimentos por ti...
cuidar, entender, eu estive disposto a tudo, com prazer...mas fui enganado por mim...e sem coraçao...
magoas, angustias...que é feito dos amores antigos?...

que é feito de ti...

preguei aos quatro mares e quatro ventos a minha paixao...mas eles levaram comigo a voz...e fiquei sem alento...

dei-te o meu coraçao numa bandeja e tu apunhalaste-o de um lado ao outro...


sinto fragil...de vidro...e como um vento frio de inverno, levaste as minhas penitencias e tremores...para longe e fiquei sozinho...

eu choro por ti a toda a hora....e valera a pena...?

derramar mares salgados e tristes por ti, que nem me deste valor...


andre teixeira...

domingo, dezembro 24, 2006

a nos..

uma mensagem de natal:

" e neste dia tao belo, igual aos outros em que as pessoas se preocupam em dizer mal das outras mas poouco, em que os sorriso sao ainda mais falsos, e se escondem mais coisas, embrulhadas em forma de prenda...nesta noite em que o simbolo se veste com as cores do capitalismo. e se matam arvores de plastico para serem enfeitadas com produtos de povos que nem celebram o natal... vamos todos brindar e pedir ao ser da coca cola que nos realize os desejos que tivemos medo de realizar o ano todo e que nao iremos realizar para o ano...vamos pedir para trazer esperanca aos pobres, aos cegos aos defecientes, aos menos desfavorecidos de africa e asia...sem compreender o porque seuqer de o serem...taobom...vamos rezar ao jantar e dizer amen no final da prece...comer que nem alarvos e no fim arrotar celogios a quem fez a comida, invejando-a por dentro...vamos passear na rua e ver as luzes da baixa da cidade...como é bonito é pena nao meterem tb ate a estaçao de santa apolonia...

" pai natal, eu fui um bom menino...podes matar o papa? ja que eu sou a favor do aborto..."


enfim um santo natal para nos, que de santos nao temos nada! e vao la para debaixo da arvore, com as vossas hipocrisias, que eu vou comer e beber ate cair parao chao? e perguntam voces , " mas este gajo é um ganda hipocrita" optimo, é o espirito natalicio a invadir-me pelos poros adentro!

domingo, dezembro 17, 2006

forgive me...i kissed you





because i loved you...


e desse acto, esbofeteaste o meu coraçao...e ele tremeu e recuou de medo...deverei ter vergonha por isso...apenas gostei de te amar timidamente...mas eu nunca deixarei de te sorrir...das coisas que me dizes, que me fazer rir, da maneira de falares...de pensares que conheces as pessoas, somente por as quereres conhecer...smos umas crianças a brincar no final das eras...



andre teixera

domingo, dezembro 10, 2006

Nas margens do rio Styx…

Limpei as minhas lágrimas com labaredas que brotavam do seu fundo…e queimei os meus olhos para que não sofressem o que viam…mas voltaram a chorar, lágrimas tão venenosas que me corroeram a face, transformando-a….banhei-me nas margens do rio Styx, e nasceram-me asas, de anjo?
De dor, enegrecidas quando formadas, doridas e ensanguentadas da podridão da tristeza…
Tentei voar, mas não apeteceu ao meu coração vendado…e num acto de desespero abandonou-me transformando-se em pó e deslizando levemente e cobardemente pelos meus poros...

Olhei o horizonte, flamejante das portas do profundo mundo, do caos e do desespero, naquele rio tão quente que derrete o ouro…e evaporiza-o.
Os tormentos dos mortais ouvem-se para lá do por do sol constante nestas paragens…
E eu perfaço o meu ritual habitual de “lavagem”…sem nunca me ter debruçado sobre o porquê de gritarem tanto…o meu sofrimento é silencioso e compassado…


Bebo das aguas do rio Styx, bebo do sangue dos mortos e dos que vão morrendo aos poucos, para apaziguar a minha sede e delicio-me com as minhas próprias cicatrizes…marcado pelo ódio dos homens…já não tenho alma, nem espírito…

Sou o corpo de algo que flutua e dá vida a este rio….


André Teixeira

sexta-feira, dezembro 01, 2006

beija flor...

sentado a beira da arvore...ele reconheceu no ceu, aquele azul especial...
contornando o vermelho amarelho e violeta das nuvens em direcçao a aurora boreal...
esta marcha lenta e compassante devolveu-lhe a brisa que ele tanto esperava...como se fosse um doce beijo da esperança que ainda lhe restava...

"as vezes vale a pena sentar-me neste abrigo arborizado pelos braços de Geia, e tentar compreender os poequês do mundo silenciosamente...bebo das aguas dos rios e sinto-me calmo..."

o sol pos-se devagar e com ele a luz mudou de direcçao...mas ja se esperava...apontou para o estrelado manto que se estendia por maos venusianas la em cima...e bateu suavemente no seu coraçao aquela saudade nostalgica e levemente doce dos tempos idos, aquando divagava pelos caminhos cosmicos das almas do universo...

"finalmente chegam as almas aos seus lugares e sentem-se luminosas pelo abrigo dos coraçoes dos que ja estam a espera...porque nao esperar? tenho o tempo todo do universo...eu sou a aurora..."


o hiperborius acende levemente as suas velas celestiais no ceu, e as contelaçoes dançam ao som de cintilantes cristais que reverberam por la e por ca...e momentaneamnte um beija flor assenta as suas pequenas patas nos seus joelhos dobrados e reclinados para o céu e os seus olhos inflamados de energia, sorriem-lhe e beijam-lhe a face...

"dao-me conforto os teus olhos doces, e misticos...pq sei que me trazes mensagens da alma que eu sempre amei...e aqui estou eu sentado...para esperar o movimento certo no ceu e pairar para junto....para junto..."



andre teixeira



o culminar dos tempos é obvio mas nunca esperamos que chegue tao rapido...mas é bom que chegue...vamos entao abrir portas....



p.s : isto parece um cais de desembarque... a ti, o teu olhar nunca foi esquecido...é impressionante...

segunda-feira, novembro 27, 2006

sentado no horizonte





aprecio a paisagem solitaria e enevoante...

(depois dos trovões que voaram e levaram galhos com eles)

gracejo contigo palavras vãs que ecoam no tempo, e tu dizes-me que estou sujo das camadas de podridão humana...


(a chuva lava os olhos e aquece o solo infertil)



brinco com as minhas feridas, sem me doerem e provo do meu proprio sangue com gostos amargos e ácidos...
o que viste em mim?

derreto pensamento em fusões, e aprecio-os a serem queimados pelo coraçao...

que bate intensamente, por aqueles que vi morrer...quando recustei a cabeça aos ombros e me abraçei...chocados, eles contemplaram o momento sem reflexões...e na sua brutidão tao infantil, escorregou-lhes da boca palavras sabias mas ordinarias...
e eu sorri por tolerância as suas ideias...e esboçei um encanto através de olhares... às crianças e às mulheres...sabendo que ao certo eu poderia ser uma...

e tu...viste-me e eu escorreguei pelo meu sangue para te alcançar...sedento de compaixão e alegria...

(o barulho que cada lagrima de céu faz no chao ressoa nos recantos dos meus membros...e faz treme-los ao som de tambores...)

e em dias cinzentos (com tons de vermelho) como este...vejo pelo que fui feito, à imagem de espelhos inebriantes do espirito...e pergunto-me se valeu a pena...
dizes-me que essas questões são para depois de amanhã... eu rio-me e penso que sim...


lambo as feridas como um felino e brinco com o meu corpo sendo uma marionete..."espera...deixa a chuva passar"...dizes-me...eu espero.


(os primeiros raios trazem cores pelo ceu...e os padroes rodopiam ate se formarem limpos...)



só é pena eu estar cego ao olhar...mas isso trata-se mais tarde...


andré teixeira